Life

Growing Up

Ir ao Facebook e ver no teu feed os teus amigos a casarem, a serem pais pela primeira vez ou então a irem viver sozinhos, faz parte da vida. O que é de loucos pois eu as vezes nem sei o que vou fazer para o jantar, quanto mais o que vou fazer daqui a dez ou quinze anos.

A certa altura todos nós deixamos de ser adolescentes e entramos naquela fase dos nosso vinte-e-tal anos em que não nos sentimo-nos propriamente adultos, mas já não somos propriamente adolescentes. E parte de crescer faz parte ver amigos e colegas com quem tu cresceste junto a seguirem com as suas vidas e fazerem coisas de “adultos”. Outra coisa que também faz parte de crescer, é saber lidar com a perda de pessoas. Vai haver uma altura em que iremos receber aquela notícia menos boa e que ninguém quer receber, sobre a morte de um amigo, colega, ou familiar.

Eu acho que tenho tido alguma sorte no que toca a perdas de amigos e familiares. Perdi o meu avô paterno quando tinha oito anos, e seis anos mais tarde, foi diagnosticado a doença degenerativa Alzheimer ao meu avô materno, que infelizmente se encontra na fase final da doença.

Há umas semanas atrás, enquanto regressava a Portugal, recebi a notícia que a a minha avó também foi diagnosticada com a mesma doença do meu avô. Embora ela se encontre na fase inicial da doença, onde por vezes fica desorientada e perde noção do tempo, ou do local onde se encontra e por vezes não consegue lembrar-se do nome dos meus tios.

Isto faz me lembrar o quão importante é passar tempo com as pessoas que nós gostamos porque não sabemos o dia de amanhã, e parte de crescer envolve saber lidar com a perda das pessoas, e aproveitar o pequeno tempo que temos com a nossa família.

Este post foi um bocadinho pessoal, mas achei que devia partilhar e escrever um pouco sobre as minhas últimas três semanas desde que cheguei.

3 Comentários

  1. Sinto isto tantas vezes… Agora ainda mais por estar longe. Todos os dias antes de adormecer dou graças por não ter recebido nenhuma notícia má! Há dias estive para escrever sobre este sindrome de nem ser adolescente nem adulto… Que fase esta! Nem é carne nem é peixe. Beijinhos 😊

  2. Tenho 29 e só agora começo a sentir-me adulta… às vezes, ainda me sinto uma adolescente parva, eheh! Mas já vejo tanta diferença de mim para os miúdos mais novos… Enfim, ser adulto é chato! E, sim, traz-nos uma maior consciência das perdas… não é uma boa sensação.

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