Posts by André Marques

Guess who’s back

A ultima vez que publiquei algo no blogue foi ha um ano.

Escusado será dizer que num ano, muita coisa muda. As pessoas que vocês pensavam que iam ficar connosco para sempre saem, aquele amigo com quem custavas sair sempre casa-se, os teus colegas de faculdade seguem com as suas vidas, arranjam trabalho, etc. 

Em Fevereiro deste ano dei o maior passo que alguma pessoa na minha idade pode provavelmente dar. Decidi emigrar. Não porque não gosto do meu país, mas porque o meu país era demasiado “pequeno” para os meus sonhos e ambições. Por isso, e quem me segue no Twitter sabe que em Fevereiro de 2019, recebi uma proposta de emprego no Reino Unido, e duas semanas depois estava de malas feitas e de partida para Londres.

Posso afirmar com toda a certeza que os primeiros meses não foram de todo nada, mas nada fáceis. Um pais novo, lingua nova, pessoas novas, cultura diferente, entre outras coisas fizeram com que eu demorasse a habituar-me à nova realidade. Mas valeu a pena.

Tenho um emprego que adoro, pessoas impecáveis, e um bom ambiente de trabalho. No meio disto tudo estou a fazer aquilo que adoro. Posso afirmar que foi graças ao WordPress que consegui este emprego, e com a minha experiência que adquiri ao longo dos anos permitiu-me chegar aqui. Lancei a minha primeira Web Agency em Londres (irei fazer um post sobre isso mais tarde, prometo!). Por isso posso dizer que a vida me tem estado a correr bem apesar de ter desistido da Universidade e ter investido noutros planos. 

Quando ao meu blogue, não vou mentir, ponderei se renovava ou não o domínio do meu blogue. Com tudo a acontecer o meu blogue caiu para ultimo na minha lista de objetivos como devem imaginar. No entanto decidi apostar e tentar continuar a manter o meu blogue actualizado, por isso prometo que tentarei (dentro dos possíveis) publicar novos posts. Se tiverem ideias de temas e outros tópicos que queriam que eu fale no meu blogue deixem nos comentários, sempre é uma ajudinha quando a minha criatividade não da para mais :p.

Apaguei a minha conta do Facebook, e também o deves fazer

Qual é o antónimo de privacidade? A resposta é Facebook

A palavra privacidade tem vindo a sofrer mutações ao longo dos anos, especialmente com a introdução das redes sociais e a massificação da Internet. Hoje em dia é perfeitamente normal estarmos registados na rede social Facebook e usa-la no dia a dia. Graças a esta rede social é possível comunicar com os nossos amigos, criar novas amizades, partilhar os nossos gostos, entre outras coisas. Um espetáculo não é?

Well… not really. A utilização do Facebook é gratuita por alguma razão. Esta empresa utiliza os nossos dados e vende-os a outras empresas de modo a sugerir anúncios relevantes. Chocados? Eu não.

Há um mês atrás, estava à procura de bilhetes de voos baratos para ir visitar os meus pais, e após ter feito uma pesquisa por “voos baratos” no Google, quando regressei ao Facebook tinha montes de publicidade relacionada com bilhetes de avião e voos low-cost. A parte mais chocante é que nem tinha feito o login no Facebook quando fiz esta pesquisa!. Ora sendo eu um bocado tech-savy, sei perfeitamente que maior parte dos sites na internet utilizam a API do Facebook embutida no seu código (uma espécie de stalker digital que monitoriza todas as páginas e pesquisas que fazemos na internet, fora do Facebook).

Por isso é que maior parte dos sites na internet nos deixa autenticar e registar com a nossa conta do Facebook. Desta forma existe uma ligação direta entre o nosso perfil com as nossas informações pessoais, e a aplicação. Quem é que lucra com isto? A empresa que criou o site ou aplicação claro!

Outro grande exemplo é a própria aplicação do Facebook para smartphones. Ao instalarem a aplicação através da App Store ou Play Store, um pop-up irá aparecer a pedir várias permissões de acesso aos dados que estão no telemóvel. Isto inclui, acesso as nossas chamadas, as nossas mensagens de SMS, à camera, à nossa localização, entre outras coisas. A parte mais creepy é que a aplicação mesmo fechada, continua a correr no background e a “caçar” todas as informações que colocamos no nosso telemóvel. Por exemplo, basta falarem por mensagem ou por chamada, e mencionarem a palavra “Cinema”, que a próxima vez que forem ao Facebook serão bombardeados com publicidade relacionada com filmes e bilhetes de cinema!

Para muitos isto é normal, já se habituaram a esta realidade e não se importam muito com isso. Eu por outro lado, gosto muito da minha privacidade. Raramente publicava coisas no Facebook e só usava esta rede social por causa dos grupos da Faculdade entre outras coisas…. ah e os memes claro!

A nova politica de privacidade

Desde que entrou em vigor a nova lei da protecção de dados (a chamada GDPR) as coisas tem vindo a mudar. Agora estas empresas tem que nos pedir autorização para vender os nossos dados e gerir a forma como nos “stalkam” na Internet. Dai aqueles montes de emails que recebemos desde Abril, sobre a atualização da nova política de privacidade.

Isto afectou em grande parte o Facebook, pois antigamente era impossível apagar a nossa conta, apenas deixava-nos suspender a conta durante um período de 14 dias, sendo que após esses 14 dias a conta voltaria a ser reaberta automaticamente, ou seja, era praticamente impossível “sair” desta rede social uma vez lá registado. Isto veio a mudar com a nova lei. Agora quem decidir cancelar a sua conta nesta rede social, a mesma será permanentemente apagada dos servidores e base de dados do Facebook. Parece uma coisa tão simples, mas demorou uma eternidade a ser colocada em acção.

Ontem decidi fazer isso mesmo, e apagar permanentemente a minha conta do Facebook ao qual está ativa desde 2007. (Sou velho eu sei). Isto não quer dizer que decidi deixar de usar redes sociais. Apenas deixei de utilizar aquela rede social em que a palavra privacidade não está incluída.

Desculpa Zuck, mas isto é um adeus..

Como sobreviver à época de exames

Pois é meus amigos, o mês de Maio está quase a terminar, a queima já acabou e agora está a começar a altura mais temida para os estudantes. A época de exames.

Esta é definitivamente uma altura de muito stress e ansiedade para todos nós, onde temos que demostrar tudo o que aprendemos ao longo do semestre. Por isso decidi fazer este post de modo a dar-vos algumas dicas de estudo, pois ter um estudo bem planeado é sempre meio caminho andado.

1. Começa a estudar cedo

Sim meus amigos, todos nós temos aquele “bichinho” dentro de nós que prefere deixar tudo para a última, e quando damos conta o exame é no dia seguinte e ainda não revemos nada, e acreditem é praticamente impossível rever toda a matéria de um semestre em dois ou três dias. Por isso começa a estudar e a rever a matéria com alguma antecedência.

2. Desliga-te das redes sociais

Hoje em dia é muito comum guardamos os nossos apontamentos no computador, eu inclusive fiz um post de como eu organizo os meus apontamentos aqui. Por isso vai ser sempre muito tentador abrir uma janela do browser para ires ao Facebook e ao Twitter. De modo a evitares essa distração, recomendo-te a apagares a conta do Facebook durante a época de exames. Sim eu sei vais perder os memes e outras cuscuvelhisses, mas no final irá valer a pena. Se achas que não és capaz de aguentar um minuto sem ires ao Facebook, há uma aplicação que podes colocar no teu computador que bloqueia o acesso a esta plataforma durante as horas que definires. Esta aplicação disponível para MacOS e Windows, bloqueia o acesso a todas as redes socais garantido apenas o acesso ao e-mail e outros sites de pesquisa.

3.  Organiza uma sessão de estudo em grupo

Esta parte aqui pode ou não resultar para ti, pois quando ouvimos os nossos colegas a dizer “Vou estudar para o Starbucks com o João”, sabemos que vão fazer de tudo menos estudar. No entanto não deixa de ser uma boa forma de estudo se ambos forem estudar para o mesmo exame, pois ajuda-te a entenderes melhor a matéria.

4. Ajuda os teus colegas

Ajudar os teus colegas com as suas dúvidas é uma excelente forma de colocares em prática aquilo que estudaste. Desta forma consegues decorar ainda melhor a matéria e a solidificar os teus conhecimentos.

5. Organiza os teus apontamentos

Organiza os teus apontamentos de forma a facilitar o teu estudo. Isto incluí sublinhar definições importantes, datas ou formulas.

 

6. Cores, cores e mais cores

Desenvolve um sistema de cores que te permita focar de forma mais fácil na matéria. Por exemplo usar laranja para definições, amarelo para citações, e azul para autores importantes. Desta forma terás mais facilidade em reveres os teus apontamentos e localizar as partes mais importantes.

7.  Hidrata-te

Parece simples, mas na verdade muitos se esquecem de beber água durante o estudo. O nosso corpo é composto por 60% de água, incluindo as nossas células no cérebro. Por isso se não estiveres bem hidratado, a tua memória não estará apta para memorizar grandes quantidades de informação.

8. Faz pausas

Não sejas maratonista ao fazeres sessões de estudo de 4 ou 5 horas seguidas. A nossa atenção tem um limite, o que faz que após 30 minutos de estudo a nossa performance diminua drasticamente ao ponto de não conseguirmos memorizar nada. Por isso faz pausas, idealmente uma sessão de estudo consiste em 30 minutos de estudo e uma pausa de 15 minutos.

9. O descanso é importante

Uma boa noite de sono garante que estarás mais focado durante o exame. Por mais tentador que seja ficar a noite toda acordado a estudar, é mais saudável e melhor para ti se tiveres uma noite bem dormida.

Agora se me permitem, eu vou estudar porque usei este post para procrastinar 😛

Boa época de exames a todos e 

 

Março

Os últimos meses tem sido complicados e ainda tenho estado digerir as coisas que tem acontecido nos últimos dois meses. Como provavelmente repararam, eu não tenho público posts novos desde Janeiro, ou seja desde há dois meses para cá que não actualizo o blogue. Não é que eu tenha perdido interesse nele, apenas, tem sido complicado.

Cheguei a um ponto na minha vida em que posso afirmar que estou bastante feliz onde estou. Não é que eu não tenha sido feliz no passado, I mean com tudo o que aconteceu, ter voltado para Portugal, e estar a mudar de curso, sinto que a minha vida é uma grande montanha russa ao qual eu perdi o controlo. E eu posso afirmar que eu sou um autêntico control freak, e procuro controlar situações que são na sua natureza incontroláveis, e as vezes isso leva a que a minha ansiedade aumente, mas este post não será sobre isso.

Obviamente já experienciei a emoção de felicidade, mas nunca nunca estive completamente feliz no geral, em que a minha vida está a correr bem e não estou a passar por nenhuma crise e consigo controlar as coisas que vão acontecendo e a velocidade a que acontecem. E claro que à medida que a minha vida adulta desenvolve, leva-me a reflectir os meus últimos vinte e quatro anos em que me sentia uma valente merda.

O mês de março para além da primavera (as minhas alergias agradecem), trouxe também coisas da minha vida e conflitos com pessoas que eu uma vez conheci e chamava de amigos. E isso fez me questionar se tudo o que eu vivi e passei com essas pessoas foi apenas uma farsa. Mas eu sei que faz parte da vida. A medida em que tomamos rumos diferentes, vamos perdendo pessoas e conhecendo outras. É assustador e eu não estou a saber lidar correctamente com estas emoções, e eu sei que provavelmente estou a fazer uma grande tempestade num copo de água e que por vezes exagero bastante, mas tenho que levantar a cabeça e seguir em frente em vez de permanecer neste resting state de tristeza ao qual eu regresso sempre que penso nisto.

Growing Up

Ir ao Facebook e ver no teu feed os teus amigos a casarem, a serem pais pela primeira vez ou então a irem viver sozinhos, faz parte da vida. O que é de loucos pois eu as vezes nem sei o que vou fazer para o jantar, quanto mais o que vou fazer daqui a dez ou quinze anos.

A certa altura todos nós deixamos de ser adolescentes e entramos naquela fase dos nosso vinte-e-tal anos em que não nos sentimo-nos propriamente adultos, mas já não somos propriamente adolescentes. E parte de crescer faz parte ver amigos e colegas com quem tu cresceste junto a seguirem com as suas vidas e fazerem coisas de “adultos”. Outra coisa que também faz parte de crescer, é saber lidar com a perda de pessoas. Vai haver uma altura em que iremos receber aquela notícia menos boa e que ninguém quer receber, sobre a morte de um amigo, colega, ou familiar.

Eu acho que tenho tido alguma sorte no que toca a perdas de amigos e familiares. Perdi o meu avô paterno quando tinha oito anos, e seis anos mais tarde, foi diagnosticado a doença degenerativa Alzheimer ao meu avô materno, que infelizmente se encontra na fase final da doença.

Há umas semanas atrás, enquanto regressava a Portugal, recebi a notícia que a a minha avó também foi diagnosticada com a mesma doença do meu avô. Embora ela se encontre na fase inicial da doença, onde por vezes fica desorientada e perde noção do tempo, ou do local onde se encontra e por vezes não consegue lembrar-se do nome dos meus tios.

Isto faz me lembrar o quão importante é passar tempo com as pessoas que nós gostamos porque não sabemos o dia de amanhã, e parte de crescer envolve saber lidar com a perda das pessoas, e aproveitar o pequeno tempo que temos com a nossa família.

Este post foi um bocadinho pessoal, mas achei que devia partilhar e escrever um pouco sobre as minhas últimas três semanas desde que cheguei.

Último post do ano

O ano de 2017 foi um ano de grandes mudanças na minha vida. A minha família emigrou, fui viver sozinho, vou mudar de curso, conheci pessoas incríveis, e claro, nasceu o blogue “Nove Três Quartos”. Foi um ano em que aprendi que se realmente nos esforçamos, conseguimos tudo. Este ano viajei imenso em relação aos anos anteriores, tornei-me independente, vi o que realmente custa viver sozinho.

Para 2018 novos desafios estão no caminho, entre eles o mestrado que quero conseguir entrar, entre outras surpresas claro. Da minha parte resta-me desejar a todos os que seguem o meu blogue, um feliz 2018.

Sejam felizes e um bom ano e lembrem-se

 

 

Recapitulando os ultimos meses

Desde Setembro para cá tem sido complicado para mim publicar regularmente no blogue. Isto não quer dizer que perdi o interesse no blogue, apenas significa que devido a umas circunstâncias pessoais, tenho tido pouco tempo para criar posts novos. Então achei mais que seria mais que justo, criar um post onde falava das mudanças que ocorreram nos últimos meses até agora.

A mudança mais importante é que vou mudar de curso. Como sabem eu estudei durante quase quatro anos na Faculdade de Letras da Universidade do Porto, no curso de Línguas Literaturas e Culturas, na variante de Inglês. Era um curso que eu gostava e que para sempre irá ter um significado especial para mim, pois foi o primeiro contacto que tive com a Universidade.

Infelizmente devido ao facto de os meus pais terem emigrado, fui “obrigado” a mudar de variante e a adicionar Francês e Alemão à mistura. Isto veio a complicar todo o meu percurso e o meu trabalho que tinha feito ao longo dos anos. Não gosto muito da língua francesa, e o alemão é uma língua bastante complexa de aprender, estava a gastar imenso tempo e dedicação a estudar uma coisa que não gosto, por isso, decidi ao fim de um mês que seria melhor focar toda a minha energia e motivação a estudar uma área que realmente gosto. Essa área é a Psicologia.

Alguns amigos e colegas meus ficaram bastante chocados com a minha decisão, pois estive quase quatro anos em Letras e assim do nada, decidi mudar de curso. Mas a verdade é que olhando para trás, eu não me arrependo nada da minha decisão, adorei todo o meu percurso que fiz em Letras, fiz imensos amigos, participei em imensos projectos, e de certa forma, criei uma “família” lá dentro. Esses laços vão se manter, afinal de contas, por muito “cliché” que seja, “os amigos da faculdade são para a vida”.

A pergunta que muitos me fazem agora é, “mas porquê psicologia?

Quem me conhece bem, sabe que é uma área pela qual eu sempre tive bastante interesse. Afinal de contas eu próprio fui acompanhado durante imenso tempo, eu tenho um transtorno obsessivo-compulsivo, causado pela minha ansiedade. E o facto de que a sociedade ainda desvaloriza a saúde mental de um indivíduo, e que não dão a devida importância à ansiedade e depressão significa que não é uma área ainda muito bem conhecida, alias o ser humano conhece o universo, mas não conhece a sua própria mente. A psicologia é a ciência que estuda o comportamento e a mente humana.

Espero que tenham gostam desde pequeno “update”, tentarei ao longo dos próximos dias publicar com mais freqüência visto que me encontro de férias de Natal.

25 coisas que aprendi em 25 anos

Olá olá, sim eu sei, já faz algum tempo desde que publiquei o meu último post (final de semestre!!!). Muitas coisas mudaram desde então e brevemente irei fazer um post sobre essas mudanças que ocorreram nas últimas semanas. No entanto, hoje decidi fazer algo diferente, e decidi falar um bocado sobre mim. Estando eu prestes a fazer anos, decidi fazer um post sobre 25 coisas que aprendi. Algumas destas coisas aprendi há imenso tempo, outras, semana passada, but anyway.

  1. Nem toda a gente vai gostar de ti;
  2. Não ha tempo para ouvir, ler ou rever tudo, por isso define as tuas prioridades;
  3. Amizades são sobre qualidade e não quantidade, tens poucos amigos, mas sabes que tens os melhores;
  4. As pessoas vão gostar de ti pelo que tu és, portanto não esforces para impressionares;
  5. Algumas pessoas na internet são um bocadinho mázinhas;
  6. Não esperes sempre o melhor das pessoas;
  7. Algumas pessoas têm segundas intenções quando te pedem alguma coisa;
  8. Tenta te organizar melhor;
  9. Estudar na véspera de uma frequência/exame não resulta;
  10. Concentra-te no que é importante;
  11. Faz pausas sempre que estiveres stressado!;
  12. Aprende a dizer não;
  13. Não exageres tanto nos emojis;
  14. Gostas de atenção;
  15. Sê mais arrumado, lá por viveres sozinho não significa que as coisas vão se arrumar sozinhas!;
  16. Vai votar;
  17. Aprender a meditar;
  18. Tenta sair um bocado da tua zona de conforto, pois só assim é que vais crescer;
  19. Se começares um blogue, tenta ser assíduo com as publicações;
  20. Aprende a fazer backups, assim se o teu computador morrer não vais perder os teus apontamentos (especialmente em época de exames!!!);
  21. Nem todas as praxes são más;
  22. Nem todos os estudantes que trajam são praxistas;
  23. Aprende a cozinhar, (massa de atum todos os dias não é refeição!!)
  24. Lá por tu gostares de Harry Potter, não significa que as outras pessoas vão gostar;
  25. O mesmo se aplica a Doctor Who;

I’m living in a dorm room

Hoje é feriado, dia 5 de Outubro. Por isso decidi fazer um post resumindo os meus últimos dias desde que cheguei a Portugal.

Não foi fácil, e com o passar dos dias acho que a saudade aumenta, e com a saudade vem as emoções entre outras crises sendo que a ansiedade é uma delas. Quando cheguei a Portugal dia 12 de Setembro, fiquei com uns colegas de faculdade que não se importavam de me ter lá em casa até eu arranjar um local para ficar durante o ano lectivo.

As aulas começaram dia 18 e eu até a essa data ainda não tinha arranjado nada. Ou porque pediam muito dinheiro por um quarto, só porque este ficava perto das faculdades ou do metro, ou então só arrendavam a raparigas. Tentei também as residências da Universidade do Porto, e dirigi-me aos SASUP (Serviços de acção social da UP) para ver se ainda haviam vagas, e eu não sendo bolseiro cá em Portugal, colocaram me no final da lista de prioritários, por isso todas as vagas foram rapidamente ocupadas. Portanto tive um grande problema aí e estava mesmo a pensar em pegar nas minhas coisas e voltar para o Luxemburgo.

Até que alguém comentou um post que tinha feito no Facebook sobre uma empresa que arrenda dormitórios a universitários. O preço era muito bom, as condições são boas, o espaço é pequeno mas é bastante acolhedor, (idêntico aqueles “dorm rooms” que as universidades costumam arrendar aos estudantes deslocados e que se costuma ver no Pinterest e no Tumblr). Os dormitórios incluem uma cama, secretária, roupeiros, um armário e uma pequena despensa, ah e claro tem aquecimento central (portanto o inverno não será problema). Tem também os espaços comuns que são a cozinha e casa de banho sendo que estes são partilhados por todos os estudantes no meu piso.

O único problema é a sua localização. Embora não seja má pois tenho metro à porta, os dormitórios são no campus de S. João (quase colado à FEUP). Ora a minha faculdade não fica no S. João, portanto irei ter que apanhar diariamente o metro ou ou autocarro até à faculdade que demora cerca de 15 minutos, ou então caminhar até lá. Por isso a distância não é assim tão má.

Agora tenho que ir comprar os essenciais para o meu dormitório, isso incluí roupa de cama, utensílios para a cozinha, roupa, material para a faculdade, e algumas coisas para poder decorar estas paredes brancas e dar um ambiente mais “homely”. 

Aos poucos as coisas estão se a compor 🙂

How do you forgive yourself

Como é que nós seguimos em frente após termos feito algo que prejudicou outra pessoa ou a ti mesmo. Ou então a escolha que fizeste que não foi a melhor e alguém saiu prejudicado.

Facto é que todos nós cometemos erros, mas cabe a nós também aprendermos com os nossos erros de modo a evitar repeti-los novamente. No entanto para uns é mais fácil seguir em frente do que para outros.

Um dia encontrei no Tumblr (a quantidade de coisas que lá se encontra quando nos sentimo-nos em baixo é de loucos), que todas as experiências que fazemos na vida o seu objetivo é “angariar informação” (collecting data). E se tu pensares como um cientista da tua própria vida, até que acaba por fazer sentido. Isto significa que não existem “experiências negativas”, todas elas são positivas. Por exemplo, se tu esqueceste-te de uma data limite de entrega de um trabalho e por causa disso foste descontado na avaliação por teres entregado o trabalho mais tarde, ou sabias que o tempo é de inverno e esqueceste-te de te agasalhar bem, e por causa disso ficaste constipado, ou então quando namoraste com uma pessoa e afinal não resultou.

A curto prazo doí, porque soubeste que as tuas atitudes ou acções não foram as melhores. Mas a longo prazo ainda bem, pois significa que no futuro vais poder usar estes exemplos que te aconteceram e fazer escolhas melhores, evitando assim repetir os mesmos erros.